sábado, 7 de dezembro de 2013

Os usos pedagógicos da audiodescrição

https://www.youtube.com/watch?v=RSp_EI1TQTA










Nosso interesse, no entanto, reside em situar a audiodescrição tomando por base o seu potencial pedagógico, na condição de técnica ou serviço de promoção da acessibilidade capaz de permitir ao educador inclusivo, nas mais variadas situações didáticas desenvolvidas no cotidiano escolar, a construção e narração de roteiros audiodescritos que possam ilustrar e enriquecer o processo de ensino/aprendizagem, ao passo que beneficia o educador no planejamento de aulas inclusivas, voltadas à diversidade dos alunos, e favorecem os próprios educandos, usuários do recurso.
Para Guedes et al, o uso da audiodescrição no contexto pedagógico também permite às pessoas disléxicas uma melhor absorção de informações e conhecimentos, uma vez que as dificuldades relacionadas à leitura, escrita e soletração advindas da dislexia estariam sendo dribladas em virtude da utilização do recurso sonoro, o que facilitaria o entendimento das informações contidas nos textos, a partir de sua escuta.
Com o propósito de desvelar a potencialidade pedagógica da audiodescrição, os autores apontam, ainda, algumas ações que podem ser empreendidas pelos professores da educação básica e replicadas nos demais níveis de escolarização formal, no sentido de se promover a acessibilidade comunicacional que conduzirá os educandos com deficiência à desejada inclusão escolar.
Com ações que envolvem não só o professor, mas também toda a escola e a comunidade escolar, os educandos com e sem deficiência serão formados com a perspectiva da inclusão social, ou seja; tendo respeitados os seus direitos de acesso ao conhecimento formal, à cultura, aos espaços físicos e também à própria liberdade de expressão e empoderamento, mobilizadores da autonomia e independência.
Assim, mediante utilização da audiodescrição como ferramenta de cunho pedagógico, os educadores inclusivos poderão:
- minimizar ou eliminar as barreiras presentes nos meios de comunicação que se interponham ao acesso à educação, tais como aquelas presentes no acesso a materiais bibliográficos;
- proporcionar que alunos com deficiência visual, com dislexia e outros tenham acesso aos conteúdos escolares, no mesmo tempo em que o restante da turma;
- permitir que todas as ilustrações, imagens, figuras, mapas, desenhos e demais configurações bidimensionais, presentes nos livros didáticos, fichas de exercícios, provas, comunicados aos pais, cartazes, circulares internas etc. também sejam disponibilizados em audiodescrição;
- zelar pela autonomia, empoderamento e independência dos alunos com deficiência visual e outros usuários do recurso;
- atentar para  utilizar de modo eficiente seu potencial de visão, realizando as atividades com autonomia e conforto por meio do uso de óculos e da adequada iluminação e disposição do mobiliário em sala de aula, ou ainda, participar e interagir ativamente com seus pares em sala de aula a partir das relações estabelecidas com a escola e a família. - perceber a transversalidade do recurso, por exemplo, ao estimular que, com uso de uma atividade coletiva de audiodescrição, durante uma aula de matemática ou de ciências, os alunos possam desenvolver descrições por escrito, de tal sorte que as informações ali contidas possam ser aproveitadas nas aulas de língua portuguesa;
- considerar a importância de democratizar as informações e conhecimentos construídos em sala de aula para toda a comunidade escolar, oferecendo aquele recurso em exposições, mostras, feiras de ciências, apresentações, reuniões de pais e mestres, encontros pedagógicos, aulas de reforço escolar, excursões temáticas, jogos e olimpíadas esportivas, exibição de filmes e nos demais encontros e atividades cuja educação seja o foco;
- reforçar o respeito pela diversidade humana, praticando e divulgando ações de cunho acessível entre os alunos com e sem deficiência;
- atrair parceiros que possam financiar projetos de acessibilidade na escola e a partir dela;
- criar programas e projetos de voluntariado e monitoria que envolva o público interno da instituição e a comunidade escolar, a fim de capacitar os interessados na temática da audiodescrição e levar adiante outras iniciativas de acessibilidade;
- promover encontros de formação, reflexão e sensibilização sobre a inclusão social das pessoas com deficiência para professores, funcionários, gestores, alunos e comunidade, fortalecendo a máxima de que a inclusão só poderá ser construída por intermédio da perpetuação de práticas acessíveis, ou seja, a partir da eliminação de barreiras, tais como as atitudinais e aquelas presentes nos meios de comunicação.
Cientes de que a tarefa de educar na perspectiva inclusiva exige, antes de tudo, a crença irrestrita na capacidade humana de aprender sempre, ainda que em ritmos e de maneiras diferentes, acreditamos que todo educador, atuando em qualquer modalidade da educação básica, seja capaz de incorporar à sua prática docente a utilização de tecnologias assistivas.
E, sendo a audiodescrição uma dessas tecnologias, conclamamos a todos os educadores comprometidos com a proposta de educar pessoas, independentemente de rótulos ou estigmas, a estudar a sério o potencial dessa enriquecedora ferramenta pedagógica, na certeza de que os lucros advindos desse investimento, para além do enriquecimento na própria formação docente, também implicarão a resposta positiva dos educandos com deficiência, incluídos e verdadeiramente atuantes.
Lívia Couto Guedes possui licenciatura plena em pedagogia, com habilitação em administração escolar e mestrado em educação pela Universidade Federal de Pernambuco - Ufpe (2004 e 2007, respectivamente). É estudiosa das questões relacionadas à inclusão social de pessoas com deficiência, com ênfase no enfoque educacional e escolar. É audiodescritora, atuando na promoção de acessibilidade comunicacional para a pessoa cega e com baixa visão por meio da construção e narração de roteiros acessíveis. Atualmente, é professora substituta da Ufpe, lotada no Colégio de Aplicação, no qual leciona a disciplina de pesquisa no ensino fundamental e integra o Serviço de Orientação e Experimentação Pedagógica.
Lívia Couto Guedes
Fonte: Revista Nacional de Tecnologia Assistiva
Outras informações sobre audiodescrição:


sábado, 19 de outubro de 2013

GAVETINHAS DA MEMÓRIA




Estimula:
Pensamento, memória espacial, atenção, observação.  
Descrição:
20 caixas de fósforo colocadas em cinco pilhas de quatro caixas e revestidas com papel contact, fita durex colorida ou papel colorido.  Dentro das gavetinhas é possível colocar pequenas peças, de acordo com a forma como se vai brincar.  
Exploração:
-Colocar uma pequena peça em uma das gavetinhas do armário, roda-lo, em seguida algumas vezes e pedir que o aluno diga onde está a peça.
-Fazer a mesma coisa, mas escondendo duas peças, depois três e assim por diante.
-Colocar dezoito pares de pequenos objetos nas gavetinhas e jogar como o jogo da memória, em que cada participante tem de encontrar duas peças iguais.

Mecanismo de aprendizagem:
No texto: O Aluno com Deficiência Intelectual: Funcionamento cognitivo e estratégias de
Avaliação, os autores deixam claro que “os mecanismos de aprendizagem estão relacionados aos processos implicados na aquisição dos conhecimentos e das habilidades, que podem ser conceitual, motora ou social. Os principais mecanismos de aprendizagem estão relacionados à memória, a atenção, a transferência de aprendizagem, a metacognição e a motivação”. (POULIN, FIGUEREDO, GOMES, 2013, P.7).
Intervenções que o professor deve fazer: Durante a execução dessa tarefa o professor deverá intervir diariamente com indagações que provocará o desenvolvimento de estratégias para a resolução de problemas que é encontrar os objetos dos quais estão sendo solicitados pelo professor, perceber de que maneira o aluno realiza o seu aprendizado e estimular o desenvolvimento dos mecanismos de aprendizagem principalmente a memória de curto prazo.






REFERENCIAS:
O Aluno com Deficiência Intelectual: Funcionamento cognitivo e estratégias de Avaliação: texto elaborado em 09/2013 para a disciplina AEE e Deficiência Intelectual do Curso de Especialização em Atendimento Educacional Especializado da Universidade Federal do Ceará.
Jean- Rbert Poulin: Ph. D. professor titular da Université du Quebec em Chicoutimi-Canada, Professor visitante da UFC
Rita Vieira de Figueiredo: Ph. D. Professora da UFC
Adriana Leite Lima Verde: Dra. Professora da UFC
 Revisão de: Ana Maria Faccioli Camargo: Dra. Professora da Universidade de Campinas/UNICAMP







sábado, 14 de setembro de 2013

Recurso da Tecnologia assistiva

  Tecnologia Assistiva

Tecnologia Assistiva é um termo ainda novo, utilizado para identificar todo o arsenal de Recursos e Serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e consequentemente promover Vida Independente e Inclusão.
É também definida como "uma ampla gama de equipamentos, serviços, estratégias e práticas concebidas e aplicadas para minorar os problemas encontrados pelos indivíduos com deficiências" (Cook e Hussey • Assistive Technologies: Principles and Practices • Mosby – Year Book, Inc., 1995).

Conceito
No Brasil, o Comitê de Ajudas Técnicas - CAT, instituído pela PORTARIA N° 142, DE 16 DE NOVEMBRO DE 2006 propõe o seguinte conceito para a tecnologia assistiva:"Tecnologia Assistiva é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social" (ATA VII - Comitê de Ajudas Técnicas (CAT) - Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (CORDE) - Secretaria Especial dos Direitos Humanos - Presidência da República).

     Objetivo da tecnologia assistiva

Proporcionar à pessoa com deficiência maior independência, qualidade de vida e inclusão social, através da ampliação de sua comunicação, mobilidade, controle de seu ambiente, habilidades de seu aprendizado, trabalho e integração com a família, amigos e sociedade.
Recurso de tecnologia assistiva para deficiência física

·        A área da tecnologia assistiva que se destina especificamente à ampliação de habilidades de comunicação é denominada de Comunicação Alternativa (CA). A comunicação alternativa destina-se a pessoas sem fala ou sem escrita funcional ou em defasagem entre sua necessidade comunicativa e sua habilidade de falar e/ou escrever.·.

·        O artefato onde o professor dispõe o sistema de comunicação é denominado Prancha de Comunicação. As Pranchas de Comunicação podem ser construídas com materiais simples, ou seja, cadernos, álbuns, quadro de pregas, flanelógrafo, painel de alumínio para fixar cartões com imãs, pastas, coletes, aventais, livros, fichários tipo pasta-arquivo, cavalete de pintura, cartões fixos em chaveiros, dentre outros. (JOHNSON, 1998). Nelas é possível expor figuras, números, símbolos, letras, palavras. As pranchas devem ser personalizadas de acordo com as possibilidades de ação do aluno, ou seja, sua condição motora (ALENCAR, 2002). As pranchas podem estar na mesa da criança, na porta dos armários de tinta ou brinquedos ou na porta de saída da sala de aula..






sábado, 3 de agosto de 2013

O TRABALHO DO PROFESSOR DO AEE

     É grande a importância do professor. Imagine o papel do professor do atendimento educacional especializado (AEE) que abrange todas as instâncias da escola, pois envolve a direção, a equipe pedagógica, os professores, a família e principalmente os alunos. O seu papel é desenvolver um trabalho colaborativo, acompanhando o desenvolvimento cognitivo, e social do aluno na classe comum. Conscientizar todos os funcionários que fazem parte da escola que cada um tem uma função importante na vida do aluno com deficiência.
     É importante que o professor do AEE seja parceiro do professor da sala de aula comum orientando no processo pedagógico na instituição escolar para que o aluno tenha atividades e materiais acessíveis tanto na sua aquisição de conhecimentos quando no manuseio e uso adequado á sua capacidade.
    Na sala de recursos multifuncionais onde é um espaço organizado preferencialmente em escolas comuns das redes de ensino. O professor tem como papel: realizar ações específicas para ajudar o aluno com deficiência, a agir de modo estruturado no ambiente escolar e fora dele, considerando as especificidades de cada um. Para isso ele deverá adequar e produzir materiais didáticos e pedagógicos.
     Para facilitar o trabalho do profissional do AEE é imprescindível a realização do Estudo de Caso individual, pois, é a partir desse estudo que o professor tomará conhecimento de toda a história familiar e escolar. Inclusive conhecerá detalhes de sua patologia. Daí poderá traçar objetivos e planejar todo o trabalho que favorecerá o desenvolvimento e crescimento da criança.

     Baseado no estudo do caso o plano de AEE é elaborado e na sua execução o professor terá condições de saber se o recurso de acessibilidade proposto promove participação do aluno nas atividades escolares. O plano, portanto, deverá ser constantemente revisado e atualizado, buscando-se sempre o melhor para o aluno e considerando que cada um deve ser atendido em sua particularidade. O plano de AEE é de suma importância, pois, são as ações desenvolvidas para atender as necessidades do aluno de forma a garantir o acesso, a permanência e a participação do mesmo na escola.





Arraiá do CAPEDI

Barraca de jogos
              Família do CAPEDI
Mesa de jurados
















Mesa de jurados 


Começando o Arraiá 


domingo, 26 de maio de 2013

Dificuldades do AEE

Existem muitas dificuldades para trabalhar com pessoas com necessidades educacionais especiais (NEE), e uma delas é a falta de formação dos profissionais que muitas vezes recebem em sua sala de aula um ou mais alunos com deficiência ou transtorno global do desenvolvimento (TGD). O que acontece muitas vezes é que o educador ao mesmo tempo em que ensina está também aprendendo, buscando realizar um trabalho de qualidade para com esses alunos, se informando como fazer o melhor para que essas crianças consigam ter um progresso no seu aprendizado. Ao meu ver o sucesso das crianças, jovens ou adultos especiais que são inseridos em escolas regulares depende muito da equipe que está recebendo-os, por isso, todos devem estar engajados trabalhando juntamente com a família para que ocorra um desenvolvimento adequado dos alunos com necessidades educacionais especiais. Convido todos a fazerem a leitura de artigos sobre o tema aqui mencionado, em especial o que fora aqui utilizado.

http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/inclusao-7-professoras-mostram-como-enfrentam-esse-desafio-639054.shtml

As Novas Tecnologias

HelpDesk na Idade Média 
Duração:2min 30seg, em inglês, legenda português. 
Gente, eu achei o vídeo: HelpDesk um barato! Confirmo que tudo que é novo, nos coloca medo. Fiz a comparação da dificuldade que o ator do vídeo sentia em abrir o livro com o que sentimos quando não conhecemos a tecnologia atual e ficamos com medo de perder os textos, não sabemos como voltar para a página anterior... Mas tudo isso pode ser superado basta se esforçarmos para aprender e com certeza surgirá novos desafios principalmente na tecnologia. 

Web 2.0 
Duração: 4min. 32 seg. 
Web 2.0 é uma entrevista com Eduardo Favaretto informando o que era a web 2.0, ele explicava o que hoje a maioria da população tem acesso e sabe fazer com facilidade, que é navegar na web. Daí a noção de como a tecnologia se modifica com rapidez e entra na vida de todos. Seja através do trabalho ou apenas por diversão.


Conheça a Legislação sobre a Educação Especial.

Documentos Legais que definem a Educação Especial

Resolução Nº 4, de 2 de outubro de 2009 - http://www.4shared.com/office/ch1xMWPt/4aS_AEE_EAD_2013_Resolucao_CNE.html

Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva -http://www.4shared.com/office/6uDSS6o1/4aS_AEE_EAD_2013_Politica_Naci.html

Decreto 7.611 de 17 de novembro de 2011 -http://www.4shared.com/office/Ugk811sN/4aS_AEE_EAD_Decreto_7611_de_20.html

A Educação Especial no Brasil

Para conhecer mais sobre a Educação Especial no Brasil, seu atendimento, especialidades e como funcionam as salas de AEE, acesse:

http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=17009&Itemid=913